A formação do músico católico é fundamental e a pedra principal é sua obediência e concordância litúrgica.
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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Como escolher Músicas para Missa com base no ensino 79 da CNBB e no Missal Romano - CORDEIRO DE DEUS

Cordeiro de Deus
Canto do Ordinário

O “Cordeiro de Deus”

Função: Este canto litânico acompanha o partir do pão, antes de se proceder a sua distribuição. Não deve ser usado como se fosse uma maneira de encerrar o movimento criado na assembléia durante o abraço da paz.

Significado Litúrgico: Após a saudação da paz, o sacerdote fraciona o pão (corpo) e o mistura-o no sangue. Neste instante ocorre à união do Corpo ao Sangue de Cristo, e todos participarão integralmente da comunhão deste corpo e deste sangue, mesmo recebendo apenas uma das espécies. Com esse gesto relembramos Cristo, na Ceia derradeira, bem como as celebrações das primeiras comunidades cristãs, que reunidas partiam o pão entre si, celebrando os mistérios da salvação. É importante ainda lembrarmo-nos da passagem em Emaús, onde os discípulos reconheceram o Cristo ressuscitado somente no momento da fração do pão.

Esse momento também é conhecido como a aclamação ao Cordeiro de Deus ou ao Agnus Dei, segundo a liturgia antiga.

Após o ato da fração do pão, todo o povo repete as invocações de João Batista, que mostrou ao mundo o Cordeiro de Deus, aquele que superara todos os sacrifícios, aquele que fora imolado, remindo toda a humanidade consigo: “Eis o Cordeiro de Deus, Aquele que tira todo o pecado do mundo!” (Jo 1,29-36).

O termo “cordeiro de Deus” faz alusão ao antigo ritual dos judeus que matavam, em sacrifício de louvor a Deus e em reparação de seus pecados, um cordeiro primogênito (o primeiro da cria) para a expiação dos pecados. Isso era feito periodicamente em comemoração à páscoa (passagem) dos judeus libertos da escravidão do Egito. Este rito judeu era a imolação do cordeiro, onde este era morto, seu sangue aspergido e sua carne comida.

Veja toda a descrição deste sacrifício no livro do Êxodo, capítulo 12, versículo de 1 a 14:

“Javé disse a Moisés e Aarão na terra do Egito: "Este mês será para vocês o principal, o primeiro mês do ano.  Falem assim a toda a assembléia de Israel: No dia dez deste mês, cada família tome um animal, um animal para cada casa. Se a família for pequena para um animal, então ela se juntará com o vizinho mais próximo de sua casa. O animal será escolhido conforme o número de pessoas e conforme cada uma puder comer. O animal deve ser macho, sem defeito, e de um ano. Vocês o escolherão entre os cordeiros ou entre os cabritos, e o guardarão até o dia catorze deste mês, quando toda a assembléia de Israel o imolará ao entardecer. Pegarão o sangue e o passarão sobre os dois batentes e sobre a travessa da porta, nas casas onde comerem o animal. Nessa noite, comerão a carne assada no fogo e acompanhada de pão sem fermento com ervas amargas. Vocês não comerão a carne crua nem cozida na água, mas assada no fogo: inteiro, com cabeça, pernas e vísceras. Não deixarão restos para o dia seguinte; se sobrar alguma coisa, devem queimá-la no fogo. Vocês devem comê-lo assim: com cintos na cintura, sandálias nos pés e cajado na mão; vocês o comerão às pressas, porque é a páscoa de Javé. Nessa noite, eu passarei pela terra do Egito, matarei todos os primogênitos egípcios, desde os homens até os animais. E farei justiça contra todos os deuses do Egito. Eu sou Javé. O sangue nas casas será um sinal de que vocês estão dentro delas: ao ver o sangue, eu passarei adiante. E o flagelo destruidor não atingirá vocês, quando eu ferir o Egito. Esse dia será para vocês um memorial, pois nele celebrarão uma festa de Javé. “Vocês o celebrarão como um rito permanente, de geração em geração.”

Com Cristo, este sacrifício assumiu um significado novo: Cristo, o primogênito de Deus, veio morrer em sacrifício para pagar, de uma vez por todas, o nosso pecado e nos deu sua carne e seu sangue como verdadeira comida e verdadeira bebida. Era deste cordeiro que João, o Batista, se referia: o Cordeiro de Deus!

Forma:
  • A invocação e a súplica, eventualmente executadas de modo dialogado por um solista ou coral e a assembléia, podem ser repetidas quantas vezes o exigir a ação que acompanham, terminando sempre com a resposta: "Dai-nos a paz!".
  • Ao contrário do "Santo" e do "Pai-Nosso", o "Cordeiro de Deus" não é necessariamente um canto do povo e pode ser cantado apenas pelo coral.
  • Quem inicia esse canto não é quem preside, mas a assembléia (cantor, dirigente).
  • O ritmo e o modo de execução sejam condizentes com o sentido de invocação e súplica, próprios do canto do "Cordeiro de Deus", que só deve ser executado no momento de partir o pão eucarístico.
Dicas:
  • Como já foi dito anteriormente o canto do "Cordeiro de Deus" não deve ser o término do "Canto de Paz". Há ai a necessidade de um intervalo de tempo entre a execução desses dois cantos.
  • O "Cordeiro de Deus" é muito mais importante do que o "Canto de Paz", que é algo sobressalente e dispensável. Portanto se houver necessidade de escolha de execução entre esses dois cantos optem SEMPRE pelo "Cordeiro de Deus".
  • A execução desse canto deve se dar SOMENTE no momento do partir do pão eucarístico, feita pelo presidente da celebração (Só quando o presidente pegar o pão e o partir é que se deve entoar o canto).
  • A forma tradicional; "Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo tende piedade de nós (2x), Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo dai-nos a Paz", não é obrigatória. Impreterível é somente o término com; "Dai-nos a Paz".
  • Lembrem-se, cabe ao Ministério de Música iniciar esse canto!
  • Nada de fazer o presidente da celebração sair correndo pela Igreja, não utilizem o Canto do Cordeiro para por fim ao movimento do “Canto de Paz”. Só se inicie o canto quando o “corpo” de Cristo for fracionado por quem preside.
Este canto é o próprio rito de aclamação à Fração do Pão e deve ser cantado integralmente, devendo ser iniciado justamente no instante em que o sacerdote toma nas mãos o corpo de Cristo, fraciona-o e põe um fragmento dentro do cálice. 

É, pois importante que o grupo de canto, esteja atento a este momento.

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