A formação do músico católico é fundamental e a pedra principal é sua obediência e concordância litúrgica.
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segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Como escolher Músicas para Missa com base no ensino 79 da CNBB e no Missal Romano - GLÓRIA

Glória
Canto do Ordinário

O "Glória"


Função: O Glória, que é um hino antiquíssimo, iniciando-se com o louvor dos anjos na noite do Natal do Senhor, desenvolveu-se antigamente no Oriente, como homenagem a Jesus Cristo. Não constitui uma aclamação trinitária. 


Significado Litúrgico: O hino de louvor, ou Glória, expressa o louvor de toda a criatura ao Criador, do homem remido ao Salvador e do homem imperfeito ao Consolador, relembrando os pontos principais de todo o mistério de nossa salvação em Jesus Cristo. Este canto deve fazer o verdadeiro louvor, assim como disse São Paulo, o louvor que glorifica Deus pelo que ELE É e não pelo que Ele faz.

Forma:
  • A forma atual do "Glória" deixa perceber que houve uma superposição de fórmulas diferentes. As invocações: "Tende piedade de nós" eram certamente respostas do povo em forma litânica.
  • A entoação inicial deste hino não é mais reservada a quem preside e pode ser feita por um solista ou pelo coral.
  • É recomendável as frase do "Glória", alternadamente, em dois grupos: por exemplo, coral e povo. Eventualmente, coral poderá cantar este hino sozinho, em ocasiões festivas.
  • A Liturgia não usa este hino nos tempos litúrgicos do advento e da Quaresma, certamente pelo fato de um hino festivo não sintonizar com um tempo penitencial. Talvez, este fato poderia ser bom motivo para executá-lo sempre cantado. Hinos se cantam, não se falam. Teria sentido, por exemplo, recitar o hino nacional em vez de cantá-lo?... Ou se canta, ou então não é hino! O hino do Glória não seja substituído por qualquer hino de louvor ou por paráfrases que o reduzem a simples aclamações às três pessoas da Santíssima Trindade.
Dicas:
  • O Glória não é uma aclamação trinitária, sendo assim músicas que glorifiquem; Pai; Filho; Espírito Santo não devem ser usados como o "Glória".
  • Músicas tradicionais como: "...Glória, glória ao Pai o Criador, ao Filho Redentor, e ao Espírito glória!..." não é o indicado para ser usado para a glorificação durante a Celebração, pois além de ser trinitário, é o que alguns chamam de: "Glorinha", pois sua letra é reduzida e afastada do texto original.
  • Este canto é o próprio rito de hino de louvor e deve ser cantado integralmente.
Este canto é o próprio rito de hino de louvor e deve ser cantado integralmente.

Por isso, para este canto ser considerado corretamente como hino de louvor, este deve obrigatoriamente conter toda a oração do hino de louvor: “Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados. Senhor Deus, Rei dos céus, Deus Pai Todo-Poderoso nós Vos louvamos, nós Vos bendizemos, nós Vos adoramos, nós Vos glorificamos, nós Vos damos graças por Vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Filho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai, Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós, Vós que tirais os pecados do mundo, acolhei a nossa súplica, Vós, que estais à direita de Deus Pai, tende piedade de nós, só Vós sois o Santo, só Vós o Senhor, só Vós o Altíssimo Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém”.

É falsa, portanto a idéia de que apenas basta ter as invocações de "Glória ao Pai, Glória ao Filho e Glória ao Espírito Santo”, para que um canto seja verdadeiro hino de louvor. Com isso, podemos constatar que é um ERRO LITÚRGICO bastante comum em inúmeras paróquias e em inúmeros grupos de canto, a substituição da recitação do hino de louvor por cantos que não o contenham integralmente.

Obs. Durante os Tempos da Quaresma e do Advento não se canta o Hino de Louvor, pois são tempos litúrgicos de penitência e de contrição, não de festa.

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