A formação do músico católico é fundamental e a pedra principal é sua obediência e concordância litúrgica.
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sábado, 23 de agosto de 2014

Como escolher Músicas para Missa com base no ensino 79 da CNBB e no Missal Romano - CANTO DE ENTRADA

Canto de Entrada
Canto Processional

O canto de Abertura


Função: O canto de abertura, inserido nos ritos iniciais, cumpre antes de tudo o papel criar comunhão. Seu mérito é de convocar a assembléia e, pela fusão das vozes, juntar os corações no encontro com o Ressuscitado, na certeza de que onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estarei no meio deles (Mt 18,20). Este canto tem de deixar a assembléia num estado de ânimo apropriado para a escuta da palavra de Deus. Temos fartos exemplos em que nos espelharmos no Livro dos Salmos: 66(65); 92(91); 95-100(94-99); 113(112); 117(116); 122(121); 134-136(133-135); 146(145)-150. 

Significado Litúrgico: Deus caminha ao nosso encontro: esse é o sentido da procissão de entrada. Em passagens bíblicas diversas vemos o povo de Deus caminhar, seja em busca da terra prometida, seja em busca da libertação, seja a caminho de Jerusalém, seja ao encontro de Jesus. É por isso que, de pé, aclamamos a Cristo, na presença do sacerdote, que vem ao nosso encontro, com toda sua majestade, seu poder e sua autoridade, para celebrarmos juntos os mistérios do sacrifício da Missa.

Quem preside o ato litúrgico é o próprio Cristo, que se une a nós e se oferece a si mesmo e ao Pai em nosso favor.


O sacerdote, após vestir-se para celebrar a Missa, já não é mais ele mesmo que está ali, mas o próprio Cristo! Independente dos méritos do sacerdote, apesar de seus pecados: é o próprio Cristo quem celebra a Missa! Cristo faz do padre um instrumento a seu serviço, pois isto independe da nossa condição de pecadores, independe de nossas limitações, independe de nosso estado físico, mental, espiritual: é o poder de Deus que vem até nós e nos faz conduzir ao Pai. E o que o padre consagrar é verdadeiramente o Corpo de Cristo, mesmo que os fieis não tenham fé, mesmo que o padre não tenha fé, mesmo que todos duvidem, pois a realização desse milagre não está condicionada à nossa fé, à nossa natureza humana: vem de Deus, é sacramento ordenado por Cristo: “Fazei isto em memória de mim...” Jesus cumpre suas promessas sem estar condicionada à fé do homem.

Forma: 

  • A vantagem do povo responder com um refrão (cantado de cor) a alguns versos, entoados por um cantor ou coral, é de os fiéis mais livremente poderem olhar para a procissão de entrada dos ministros, às vezes precedidos pelas crianças da primeira eucaristia, pelos jovens a serem crismados, pelo casal de noivos que vai se unir em matrimônio etc.
  • Um canto estrófico não seria tão indicado durante a procissão de entrada, mas poderia, eventualmente, ser funcional após a procissão, a fim de a comunidade, agora formada, poder firmar-se mais através de um hino cantado por todos. 
  • Deve trazer os temas do tempo do ano litúrgico em que estiver a Igreja, por exemplo: no Tempo Pascal deve falar sobre a Ressurreição; no Tempo do Natal deve falar sobre a encarnação e o nascimento de Cristo; no Tempo do Advento deve falar sobre a expectativa da espera da vinda do Salvador; no Tempo da Quaresma deve falar sobre penitência e mudança de vida ou sobre a Campanha da Fraternidade; no Tempo Comum pode falar de vários temas.
Dicas: 
  • O canto de entrada tem de estar de acordo com o Tempo Litúrgico e nas ocasiões festivas e/ou Solenidades, estar de acordo com a ocasião celebrada, devendo trazer em sua letra, o sentido litúrgico daquele tempo e/ou solenidade e/ou festividade. Por exemplo: no Tempo Pascal deve falar sobre a Ressurreição; no Tempo do Natal deve falar sobre a encarnação e o nascimento de Cristo; no Tempo do Advento deve falar sobre a expectativa da espera da vinda do Salvador; no Tempo da Quaresma deve falar sobre penitência e mudança de vida ou sobre a Campanha da Fraternidade; no Tempo Comum pode falar de vários temas.
Este canto acompanha o rito da procissão de entrada e, por isso, deve ser encerrado ao término desta procissão.

Para que um canto seja corretamente considerado canto de entrada, este deve expressar a alegria de estarmos reunidos para celebrar os mistérios de nossa salvação. Deve trazer os temas do tempo do ano litúrgico em que estiver a Igreja, por exemplo: no Tempo Pascal deve falar sobre a ressurreição; no Tempo do Natal deve falar sobre a encarnação e o nascimento de Cristo; no Tempo do Advento deve falar sobre a expectativa da espera da vinda do Salvador; no Tempo da Quaresma deve falar sobre penitência e mudança de vida ou sobre a Campanha da Fraternidade; no Tempo Comum pode falar de vários temas.

Um comentário:

  1. Olá, a paz do Senhor, irmãos. Não conheço todo o trabalho deste blog, mas das indicações de cantos que verifiquei senti o respeito e a responsabilidade quanto ao Ministério do Canto Litúrgico. Também, algo que evidencia essa responsabilidade para com a Santa Liturgia é a formação, os textos com os ensinamentos da Igreja.

    Gostaria de saber, por favor, quais as fontes deste texto. Vi no título que se baseia no Documento 79 da CNBB, mas a segunda Dica não encontrei no documento. Qual a Fonte?

    Quero deixar com dica, que se coloque as referências Bibliográficas após cada texto de formação.

    Tenham uma boa noite.

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